Com o clima seco, problemas respiratórios se manifestam também nos pets. No caso dos felinos, as enfermidades mais comuns são a asma e bronquite felina. Com elas, os animais podem apresentar insuficiência respiratória e trazer dificuldades ao seu cotidiano.

Para prevenir e tratar melhor seu amiguinho é necessário entender as características das doenças e reconhecer os sinais clínicos precocemente, para que o médico veterinário possa fornecer o diagnóstico mais rápido e assertivo, garantindo o bem estar do gatinho.

O que causa?

O gato é a única espécie animal que desenvolve asma com características similares às dos humanos. Existe a hipótese de que a asma possa ser causada por vários fatores ambientais comuns entre essas duas espécies. 

Os gatilhos desencadeantes mais comuns para os animais costumam ser:

  • Grama;
  • Poeira;
  • Pólen;
  • Fumaça;
  • Fungos;
  • Mofo;
  • Cigarro;
  • Sprays de cabelo;
  • Desodorantes;
  • Fragrâncias de materiais de limpeza;
  • Odorizadores de ambiente;
  • Alergias alimentares;
  • Exercícios;
  • Sensibilidade ao frio ou calor.

Sintomas

Os sinais clínicos normalmente são crônicos, com piora gradativa e variam de tosse intermitente até dificuldade respiratória grave. A doença pode ocasionar vômitos, emagrecimento progressivo e sons respiratórios audíveis e em alguns casos, o animal pode apresentar crise aguda (crise asmática) e dificuldade em respirar, respiração com boca aberta e mucosas roxas. 

A obstrução grave das vias respiratórias inferiores pode levar ao aprisionamento de ar no pulmão, aumento da pressão intraluminal, evoluir para bronquiectasia (dilatação anormal e irreversível dos brônquios) e enfisema. O reflexo da tosse é originário da inflamação dos brônquios, da diminuição da depuração do muco pelo sistema ciliar traqueobrônquico e, em alguns casos, pela hipertrofia da musculatura lisa bronquial.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico inclui avaliação clínica do paciente, minucioso histórico clínico, realização de exames complementares (de sangue, radiografias torácicas, análise de lavado broncoalveolar, broncoscopia), com métodos de diagnóstico imunológico para determinação de aeroalergenos ambientais têm sido utilizado (teste intradérmico).

Qual o tratamento?

O tratamento envolve a prescrição de fármacos antiinflamatórios, broncodilatadores e, principalmente, objetiva medidas de controle ambiental para evitar ou eliminar fatores desencadeantes da broncopatia. O estresse e o sobrepeso também devem ser controlados. 

Atualmente, a única terapia com possível caráter curativo para doenças alérgicas como a asma felina é a imunoterapia alergénio-específica. A imunoterapia envolve a administração de concentrações graduais do alergénio implicado na doença por semanas a meses, com intuito de reduzir a sensibilidade ao alérgeno e controlar a doença. 

Casos de asma e bronquite crônica não possuem cura, apenas o controle. Isso quer dizer que ao longo do tempo o paciente ainda pode apresentar sinais clínicos. O objetivo principal do tratamento é aumentar o intervalo entre as crises.

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